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Este canto à beira-mar plantado

Quem me conhece sabe o quanto gosto deste país! Mas dia após dia vou ficando triste e mesmo a minha visão optimista fica turva.

Sinto um povo cansado, sinto um povo indiferente, sinto um povo que vai deixando de o ser.

Não elaboro grandes teorias, tentando estabelecer uma relação causa-efeito, mas leio muito e ouço várias opiniões. Li um post hoje que aconselho a toda a gente:

http://ojardimassombrado.blogspot.com/2010/05/o-pais-dos-terminators.html

E do qual tiro o seguinte excerto:

“Acontece que a maior parte das pessoas não quer ser o Terminator, com todo o direito que lhes assiste. Não quer ser herói nem vilão, porque cada uma dessas escolhas dá trabalho. Só quer ter um emprego, uma casa, uma família, um ordenado decente ao fim do mês, escola e hospital, e caracóis com cerveja ao fim-de-semana. Ao que parece, é pedir muito. Dêem-lhes mais tungsténio.”

Acho que já postei aqui mas nunca é demais lembrar esta música que me diz muito:

Deixemos esta indiferença, este sono que nos entorpece!

Peregrinar

Amigos,

(Ponto prévio : Há muito que não escrevo. Assumo que senti alguma falta deste espaço de partilha dos dias, dos pensamentos. )

De quarta a domingo passei por mais uma experiência marcante. Parei o meu ritmo do dia-a-dia para me pôr a caminho!

Caminhei de Santo António dos Cavaleiros até Fátima e não fui sozinho. Não é a primeira vez que o faço e não é a primeira vez que acompanho esta peregrinação que já se realiza há algum tempo na minha paróquia.

Não posso, contudo, deixar de dizer que esta peregrinação teve especial importância para mim. Neste momento da minha vida esta peregrinação foi muito importante e tive ao meu lado os meus melhores amigos e família.

Peregrinar é reconhecer os nossos limites, é confiar nos outros, é rezar, é pensar, é conhecer outras pessoas, é saber que não estamos sós, é estar ao serviço, é ser servido, é abraçar, é chorar, é dar alento, …

São tantos os sentimentos e momentos que ficam gravados. Quando chegamos a Fátima e choramos é o acumular destas experiências e momentos que sai de nós.

Obrigado a todos os que tomaram parte neste momento!!!

Sorrisos!

Ontem cheguei à APPACDM e ouvi o som de festa!!! Era a Festa do Amigo. Uma óptima receita.

Ingredientes: Gente, muita gente, música “Azeiteira” (eh eh, não fui eu que disse mas engloba Quim Barreiros, Emanuel, etc, etc),  balões, sorrisos.

Juntando os ingredientes todos consegue-se uma hora de pura diversão em que todos esquecem as normas que nos dizem “não faças isto que parece mal” ou “pareces um maluquinho”!

Demos de nós e em troca recebemos sorrisos de jovens e adultos de quem nunca recebemos uma palavra. Quando o silêncio faz parte da relação que estabelecemos, um sorriso é um turbilhão de palavras. Nestes momentos uma alegria percorre os espíritos de quem trabalha e logo se comenta: “olha olha ele está a sorrir”

Esta é uma recompensa, é o que nos diz “vale a pena”!

Sorriam, sorriam muito e nos vossos pensamentos ou orações lembrem, hoje, as pessoas “diferentes”  (mas sempre com um sorriso na cara).

Passeios e as voltas da vida

Hoje repeti um percurso que já não fazia desde o Verão. Subi a escadaria do Sameiro e dei a volta até chegar ao meu humilde convento (que está numa confusão com as obras). Foi mais uma das inumeráveis vezes que fiz esta volta; em cada um delas reparo em coisas diferentes. É um óptimo exercício de descobrir o que há de novo naquilo que nos parece igual.

Mas hoje tive companhia, um amigo, um “companheiro da luta” e atenção centrou-se na conversa, normal!

No contexto em que nos encontramos, temos pouco tempo para falar das coisas, das nossas coisas, e hoje, depois do exame de História da Filosofia Moderna, calhou começar a conversa.

Gosto da amizade que se constrói e se faz de pequenos revelares.

Resta-me uma palavra: obrigado, estava a precisar! (ok, foram 4)

A meio da Maratona…

Amigos,

Estou a meio da maratona porque já fiz três exames e faltam-me outros tantos! Esta é, para a minha capacidade mental de hoje, uma reflexão profundíssima. Estou cheio de imperadores, papas, bispos, concílios, reis e rainhas!

É comum, em mim, neste tipo de maratonas abstrair-me do mundo. Como diz a minha irmã, pareço um rato de biblioteca, ou como diz o P. sou um urso que hiberna.

É a minha forma de concentração. Uns dias com música, outros sem, é conforme a disposição.

Mas durante este tempo, pensei na questão tempo livre vs. trabalho/estudo e no modo como isto orienta a nossa vida! Quais são, no fundo, as nossas prioridades? E quando vivemos em conjunto como gerimos as prioridades?

Poder-se-ia dizer que cada um tem as suas prioridades e ninguém tem nada a ver com isso. Será isto verdade? Como é que um casal entende as prioridades do outro? Como é que numa comunidade se entendem as prioridades dos outros? Não remamos todos para o mesmo lado?

Talvez não mas acho que o essencial nem é remar para o mesmo lado (senão o barco andava às voltas). Acho que o essencial é o diálogo. Será que falo? Será que falamos uns com os outros?

Abraceijos,

TC

Escrita criativa ou a Espera

Sentado, o Andrade esperava. Na sua mente ecoava “The best of times” e tentava lembrar-se com nitidez de quais tinham sido os seus melhores tempos. Era difícil recuar porque no meio de algumas coisas alegres encontrava algo que não entrava nesta música.

Esta era a música que alguém lhe havia dedicado em tempos e esse era uma das coisas que recordava com um carinho raro, escondido, indizível.

Esperava, naquele canto mais escondido de si, que esse momento se repetisse. A espera olhava para o passado e para o futuro. Ingrata, a espera, que tanto faz pensar. É como o violino da música que transporta a mente para outros tempos, outras vidas, outras esperas.

Na espera, Andrade encontrou o que procurava e era algo que estava tão perto. Da espera vem a esperança e no fim, toda a nossa vida.

Sentado, o Andrade esperava e ouviu a guitarra. De repente, levantou-se e sorrindo, continuou o seu caminho.

Seremos mandados por setas?

EM primeiro lugar, caros amigos, leitores e afins, Feliz ano de 2010!

EM segundo lugar vem uma reflexão “à Casaleiro”! (E atreva-se uma certa e determinada pessoa a dizer que eu ando a falar muito ‘teologuês’!)

Tudo na nossa vida se orienta por setas. Já pensaram na quantidade de setas que encontramos ao longo do dia? Imaginem lá que eu vou escrever aquelas de que me lembro:

Caminho de Santiago; botões do telemóvel; botões do comando; semáforos; estradas; loja do cidadão; sinais de pista; repartição de finanças; hospitais; saídas de emergência; setas, setas e mais setas.

Ao fim de contas tudo nos parece certo e escolhido.  De certa forma conforta-nos saber que o caminho seguro está apontado. Contudo, será esse o caminho que queremos?

No início do primeiro ano de uma década pensemos o que queremos seguir…