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“Tempus Autumnus”, o tempo do ocaso

Olá, como estás? Estou bem, obrigado, e tu? Está tudo bem. (silêncio). Epah está cá um temporal… Realmente este tempo anda avariado. Pois é, faz cá um fresquinho!

Levante o dedo ou faça um comentário aquele que nunca teve esta conversa (ou similar).

. . . (isto representa a espera pela resposta)

Bem me parecia. O homem (descobri que não é típico do tuga) quando não tem nada para dizer fala do tempo. Normalmente resume-se a uma constatação de facto: está frio, está calor, está a chover.

Mas será que paramos para ver as mudanças no dia-a-dia? É óbvio que notamos que as folhas caem. E mais do que isso?

Hoje sugiro não uma, não duas mas três músicas sobre o Outono. Os artistas nas diferentes dimensões têm a capacidade de olhar para coisas que o comum dos mortais nem se lembra. Sugiro, então, Outono de Vivaldi (das Quatro Estações), Balada de Outono de Zeca Afonso e Ruas de Outono de Ana Carolina. Dediquem um tempo a pensar no Outono.

Na divisão das estações o Outono é a primeira fase do período frio. Em latim chamava-se Tempus Autumnus, literalmente, o tempo do ocaso.

Um carmelita da minha comunidade sugeriu que eu rezasse as estações do ano. Pensei: “Coitadinho, deve ter batido com a cabeça nalgum lado para sugerir isto…”

No entanto, aceitei o desafio e comecei a pensar no Outono. A natureza vai morrendo aos poucos no Outono. Não é algo brusco; é um processo longo. Se apreciado com calma chega a ser bonito.

Esta árvore está na entrada do convento onde vivo. Todos os dias vai perdendo as suas folhas, mas o espectáculo que proporciona é imperdível. Passo por lá todos os dias!

Outono é morte, é partida, é deixar ir, é ficar, é preparar, é …

Rezar as estações é tornar-me parte do mundo que me rodeia. É interiorizar que a vida é Primavera, é Verão, é Outono, é Inverno. Com ou sem alterações climáticas!

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