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Rezar…

O mundo espera que os religiosos sejam fonte de inspiração e de sabedoria sobre a oração. Algo nestes termos foi-me dito pelo antigo Prior Geral da Ordem do Carmo (genericamente é aquele que coordena as actividades dos Carmelitas a nível mundial)…

Este pensamento fez-me sentir pequenino. Às vezes penso: “eu não sei rezar”. Participo nas orações comunitárias e tenho momentos em que rezo, mas se me perguntarem o que é rezar eu não sei responder com cabeça, tronco e membros.

Gostaria que se sentissem à vontade para me ajudar nessa descoberta. Como é que cada um de nós reza? Comentem e partilharemos a riqueza de conhecer um pouco melhor como é que pessoas iguais a nós se relacionam com Deus…

Fico a aguardar as vossas partilhas!

Com música de reflexão sugiro o “Vim aqui” – Schoenstatt

6 Respostas

  1. Rezar é antes de mais um acto pessoal e muito íntimo, pois é uma atitude que depende de cada um e das circunstâncias que o rodeiam. Para mim, divido a oração em dois grandes planos: vertical (a contemplação) e horizontal (para os outros). Da primeira, não tenho experiência, por isso, embora tenha a minha opinião, deixarei que outros falem sobre ela. Da segunda são meus exemplos S. João Bosco e Madre Teresa. A fazer fé que a Bíblia foi escrita sob inspiração Divina e que os evangelhos canónicos são os únicos verdadeiros, vêm-me ao pensamento frases como “Ninguém chega ao Pai, senão por Mim”;“Estive doente e tu me visitaste, tive frio e me cobriste…”; “Quando fizerdes ao mais pequeno do vosso irmão é as Mim que o fazeis”; e ainda, “Que a vossa mão esquerda não veja o que dá a direita”. Eis a caridade e humildade como fonte inspiradora da oração. Não tenho necessariamente de me mostrar, de mexer os lábios; só o meu coração tem de estar perto de Deus e deixar-me levar por e(E)le e desta forma testemunhá-Lo. Difícil é a Verdade! E a verdade é que a minha vida só tem sentido quando ponho os meus talentos a render para o bem dos outros e do mundo. Esse é o Caminho! “Amai-vos uns aos outros como a vós mesmos, perdoai a quem vos ofende e fazei bem a quem vos odeia”, E SÓ ASSIM SEREMOS FELIZES.

    Perdoem-me os puristas, mas eu penitencio-me: de não fazer uma pesquisa para referenciar os números dos versículos e de algumas citações serem aproximadas.

    Um grande abraço

  2. Obrigado Padrinho por partilhares a tua experiência… Aqui não importa o puritanismo da citação bíblica mas sim como nos relacionamos com Deus!!! Seja através da oração ou da acção (não será esta uma forma de oração?).
    Eu terei oportunidade de estudar e ler os maiores especialistas em oração, mas isso irá cair em seco se não conhecer como outras pessoas o fazem…

  3. Cristo disse (algures num dos 4 canónicos) qualquer coisa como “Não é bom repetir as palavras que foram já ditas” (a citação não é “ipsis verbis”). Disse isto em alusão ao problema que tu aqui colocas.

    Nas suas epístolas São Paulo, a respeito da Lei, diz que depois de Cristo a Lei não é mais necessária pois Deus vive em nós e nós temos discernimento sobre o bem e o mal. Se Deus habita em nós, então também a oração deve ser intrínseca ao Homem e habitar nele. Assim, a criatura sabe instintivamente louvar o Criador. Mudemos então a questão: como é que tu rezas? creio que essa deve ser a pergunta feita. Não há nenhuma forma canónica de rezar. A Igreja de Roma dispõe de uma infinidade de orações pré-feitas, mas nem mesmo o conjunto de oraçãos mais aconselhado, o terço, é obrigatório.

    Não se ensina a rezar. Ensinam-se orações. As orações podem ser repetidas ad nauseam sem que na verdade estejamos em oração. Podemos rezar sem palavras? Não! Deus é a palavra, Cristo é o Verbo incarnado. A mitologia do Génesis é a única em que o Deus Criador cria através da fala. Deus disse e então fez-se, porque a Palavra de Deus é criadora. Nós, como criaturas, somos então Palavra de Deus.

    Não creio, no entanto, que Deus disponha do mesmo vocabulário que nós. Eu falo a Deus no silêncio e é lá que encontro as Suas respostas. As coisas mais importantes da minha vida ouvi-as e disse-as em silêncio. Mas não um silêncio calado e sim um silêncio orante. Um silêncio de verdadeira comunhão em Deus! Aí exprimento o abandono a Deus. Não um abandono passivo, mas frutífero onde construo a minha realção com Deus, como se constrói uma relação com um amigo ou um familiar muito querido. Por vezes, quando falo com palavras a Deus e lhe falo dos meus problemas, penso no ridículo que é. Deus conhece o mais íntimo de mim! Mas por isso mesmo conhece as minhas limitações e a minha necessidade de desabafar com Ele, de estar com Ele, de ser com Ele.

    Como Gandhi disse da Paz talvez se possa dizer da oração: não há caminhos para rezar, rezar é O caminho.

    Um grande abraço.

  4. Obrigado Iúri pela tua partilha!
    Na nossa sociedade o silêncio não é valorizado; enchemos a nossa vida de barulhos e outros estímulos que tais. Aquilo que partilhaste pode, de facto, ensinar a rezar. Retiro do teu comentário uma simples frase mas que me fez muito sentido: “As coisas mais importantes da minha vida ouvi-as e disse-as em silêncio”…

  5. não vou usar nenhuma citação, vou apenas apelar à minha vida, aquilo que sinto quando oro, o que significa…
    é, com jáo alguém disse, um momento intimo e também especial [pelo menos tento que seja].
    simplesmente deixo-me levar pelo momento, medito uma passagem da bíblia ou um outro texto, silêncio, música… eu e Ele e basta.
    epa é tipo… é muito bom, é ser eu mesma.
    não sei se fui muito explicita, mas epa olha foi o que consegui=D
    beso*

  6. Lili!!!
    Obrigado pela simplicidade com que retratas algo tão profundo e pessoal como a oração.
    Gostei do reforço da ideia que a oração é um momento íntimo. . . Pudessem todas as pessoas sentir esse momento!

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