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“Não Acredito!” “Acredito?” “Acredito!” “Quero lá saber…”

Nas últimas semanas o meu pensamento tem recaído sobre aquilo a que eu chamo a crise do acreditar. Rebuscado? Talvez! Complexo? De certeza!!!

Segundo o dicionário on-line da Priberam (que recomendo vivamente) acreditar é:

dar crédito a;
ter como verdadeiro;
crer;
abonar;
autorizar junto de alguém;

Atenho-me à segunda definição. Acreditar é ter algo como verdadeiro! Para eu poder dizer que algo é verdadeiro e, portanto, acreditar nisso, eu tenho de julgar, i. e., emitir um juízo. Perante um determinado conceito/postulado/argumento, tenho três hipóteses: negar, duvidar e afirmar (se repararem é a ordem que está no título do post).

Para mim, a crise do acreditar está na quarta hipótese (eu coloco-a fora das hipóteses porque é, para mim, um absurdo!) que é o “quero lá saber… (as reticências também são sinal desta Indiferença)”. Quem assume esta posição não acredita, pura e simplesmente. Aquele que nega, toma uma posição, assim como o que o afirma. Aquele que duvida não toma uma posição mas questiona-se sobre isso.

Desçamos ao concreto.

DEUS

Não Acredito! Acredito? Acredito! (estas são as posições ditas normais). Eu acredito em Deus, defendo a minha posição e busco, hoje mais do que nunca, o fundamento daquilo em que acredito. Não discuto aqui a existência de Deus mas sim da “bendita” quarta hipótese.

Existe uma grande quantidade de pessoas que nem se quer pensa em Deus. Assim, não toma uma posição: “quer lá saber…”

Será que isto se passa apenas com Deus?

NÃO! Sou categórico porque penso que a crise do acreditar está espalhada por toda a sociedade. Política! Futebol! Justiça! Segurança! Cidadania! Educação! Religião! Família! Natureza!

“QUERO LÁ SABER…” Este é o grito da indiferença. A indiferença que mina a nossa vivência em comum.

No meio de uma sociedade massificada devíamos dizer como os locutores da RFM: “já agora, vale a pena pensar nisto”

Uma resposta

  1. Essa indiferença é talvez um sinal dos tempos… a desmotivação, a tristeza, a falta de esperança são conducentes a esse estado de passividade!
    Mas a história é feita de ciclos… e as grandes revoluções foram feitas por minorias… quem sabe se essa minoria, dos que acreditam, dos que se recusam a perder a esperança, dos que querem mudar e ajudar a mudar… não poderá efectuar uma revolução pacífica de mentalidades!?😉

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