Tenho um amigo que hoje colocou no seu nickname do MSN: “morreu um profeta…”
É duro mas nos últimos quinze dias fui a três funerais. Este ratio, de certa forma assustador, tem mantido a morte na minha mente.
Acabo de chegar do funeral de um profeta. Não sou eu que o digo! Nunca me dirigiu uma palavra e dele conheço apenas o que os outros me disseram. Da mesma forma que os profetas tinham discípulos também este homem deixou o seu espírito nalgumas pessoas que conheço!
Falo de um profeta pois este homem não foi compreendido no seu tempo e amava as Escrituras de tal forma que se tornava insuportável para os outros ouvir a verdade contida nas mesmas.
Não posso escrever sem o conhecer. Ele deixou de dar aulas na Faculdade há uns anos mas o seu espírito esteve sempre presente enquanto génio, crítico e profeta. É por isso que sinto que o conheço há anos!
Penso profundamente: como tratamos os profetas de hoje?
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tenho de caçar o teu amigo na net para lhe dar um olá sonante. A morte é dura para quem vive, mas acredito que é melhor para quem vai.
Deus faça descansar em paz o profeta!!!
“Homem da arte e da cultura, padre e professor, homem de fé e de virtudes. Sim, inumeráveis virtudes. “Um marginal”, dizia o Pe. António sobre si mesmo. E porquê? Porque não se limitava a navegar num caudal impróprio para a sua fé. Lutava, afastava-se, já vivia “outras músicas”. Era um homem deste mundo que já não estava neste mundo. Via para além do óbvio. E como todo e qualquer profeta, não foi totalmente compreendido. Não cairá no esquecimento, ficará para a história dos homens. E Deus Misericordioso, que perdoa todas as faltas, permanece com o Pe. António na terra à qual voltou. Essa terra de onde é natural. Afinal. “