As nossas aulas de grego bíblico são uma autêntica viagem ao mundo, com possibilidade de aprender línguas como hebraico, latim, português, inglês, francês e …. Árabe.
Hoje calhou em conversa a palavra Oxalá
Oxalá, Do árabe إن شاء الله (in shaa Allaah): se Deus quiser
Um colega dizia que a palavra não era musical, que soava estranha. PJ, amigo, que dizes desta música (os que não gostam de Madredeus vão ficar desiludidos mas sim, refiro-me à música Oxalá dos referidos)
Oxalá tudo corra bem!
PS: fui hoje apresentado como Enfermeiro voluntário na APPACDM (Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão com Deficiência Mental). Estou feliz!
De longe a longe ouvimos alguém que nos manda calar. No cinema, no teatro, na missa, no centro de saúde a abarrotar, no hospital. Mas é mesmo de longe a longe.
Saberemos ainda o que é o silêncio?
Proponho-vos a escuta de uma música que não conhecia: Silêncio dos Madredeus, com uma linda vista de fundo.
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Que sentimentos vos suscitou esta música? Conseguiram ouvir a letra toda? Aperceberam-se do silêncio? Viram o silêncio?
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O lugar onde moro agora convida ou empurra-me (nos???) para o silêncio. De certa forma este espaço diz-me com todas as letras “Cala-te!”
E eu simplesmente fui aprendendo a estar … calado! Quem me conhece verdadeiramente sabe que eu tenho os meus momentos de silêncio, os Meus momentos. Agora aproveito melhor esses momentos e gosto!
Estar em silêncio é optar por desligar daquilo que faz barulho, e são tantas coisas, a net, o MSN, o Facebook, etc etc etc. Às vezes não tenho energia para me desligar de todo este barulho.
Quando o faço é que percebo o quão importante é para mim. Calando-me, faço-me falar. Falar do que importa, do que vai cá dentro. Calando-me, abro espaço para o Outro; calando-me, abro espaço para Deus.
No próximo sábado vou falar a alguns jovens sobre o silêncio. Será que nós, jovens, estamos dispostos a optar pelo silêncio em detrimento do barulho durante alguns minutos do nosso dia?
Se sim, acredito que haverá mais paciência e compreensão porque, no fundo, falará o mais íntimo de nós, o mais íntimo do nosso coração.
Há quem diga que os meus conhecimentos musicais estão próximos dos do Gervásio (que fazia a separação no anúncio da Ponto Verde).
Contudo acho que falta música neste espaço. Por isto, pedi a um amigo para contribuir para o meu (nosso) enriquecimento cultural.
Hoje vem uma música de Pearl Jam. São poucos os comentários que se podem fazer a esta música! É profunda e cantada com alma.
Aproveitem (Obrigado P.)
The End
(Backspacer – Pearl Jam)
What were all those dreams we shared
those many years ago?
What were all those plans we made now
left beside the road?
Behind us in the road .
More than friends, I always pledged
cause friends they come and go
People change, as does everything
I wanted to grow old
I just want to grow old .
Slide up next to me
I’m just a human being
I will take the blame
But just the same
this is not me .
You see?
Believe… .
I’m better than this
Don’t leave me so cold
I’m buried beneath the stones
I just want to hold on
I know I’m worth your love .
Enough…
I don’t think
there’s such a thing .
It’s my fault now
Having caught a sickness in my bones
How it pains to leave you here
With the kids on your own
Just don’t let me go .
Help me see myself
cause I can no longer tell
Looking out from the inside
of the bottom of a well .
It’s hell…
I yell… .
But no one hears before I disappear
whisper in my ear
Give me something to echo
in my unknown future’s ear .
My dear…
The end
comes near…
I’m here…
But not much longer.
Caros amigos, espero não ser lapidado em praça pública por afirmar que gosto das obras de José Saramago. Mas tenho-me debatido com uma questão desde há algum tempo. Como é que é possível considerar as obras uma genialidade e considerar o seu criador algo que anda pela antítese da genialidade?
Hoje li alguns artigos (http://www.ionline.pt/conteudo/28495-biblia-e-manual-maus-costumes-acusa-saramago ) em que este senhor de seu nome José Saramago, que se acha o dono da verdade, ao apresentar o seu novo livro (que faço tenções de ler, porque gosto das obras dele) chama “idiotas” aos católicos e ignorantes a cristãos, judeus e muçulmanos.
Parece-me que este senhor (Nobel por sinal…) nunca leu a Bíblia e que, se o fez, não teve em conta que a Bíblia não é um livro como o dele…
Senhor José Saramago, continue a escrever… Apenas!!!
Hoje fui a um recital de improvisação, na Sé de Braga, por Giampaolo Di Rosa. Este é o organista titular deste órgão e poderão conhecê-lo e conhecer o seu trabalho no seu website: http://www.giampaolodirosa.org/
Enquanto ouvia algumas peças, reflecti que a nossa vida é verdadeiramente um recital de improvisação. O músico tocava sem pauta, sem ter a certeza do que ia sair, sem conseguir repetir exactamente aquilo que tocou. Conhecia o início mas não o meio ou o fim.
Assim é a vida! Umas vezes o tom é triste, outras festivo, outras vitorioso…
Pensei, então, na efemeridade da nossa existência! Às vezes faz bem pensar nestas coisas. Agora vou para a cama a relembrar algumas notas do recital (apenas o do órgão???)
Tenho um amigo que hoje colocou no seu nickname do MSN: “morreu um profeta…”
É duro mas nos últimos quinze dias fui a três funerais. Este ratio, de certa forma assustador, tem mantido a morte na minha mente.
Acabo de chegar do funeral de um profeta. Não sou eu que o digo! Nunca me dirigiu uma palavra e dele conheço apenas o que os outros me disseram. Da mesma forma que os profetas tinham discípulos também este homem deixou o seu espírito nalgumas pessoas que conheço!
Falo de um profeta pois este homem não foi compreendido no seu tempo e amava as Escrituras de tal forma que se tornava insuportável para os outros ouvir a verdade contida nas mesmas.
Não posso escrever sem o conhecer. Ele deixou de dar aulas na Faculdade há uns anos mas o seu espírito esteve sempre presente enquanto génio, crítico e profeta. É por isso que sinto que o conheço há anos!
Penso profundamente: como tratamos os profetas de hoje?
Quem me conhece sabe que eu gosto muito de publicidade, da boa publicidade, entenda-se…
Uma publicidade que me tem feito pensar é da marca Coca-cola Light e a sua parceria com a Experimentadesign :
Segundo esta parceria, podem-se trocar objectos feios (como o quadro) por uma coca-cola light! Não me vou deter no facto de haver uma exaltação da beleza mas sim no quadro!
Que se apresente, aqui e agora, a pessoa que não conhece este quadro…
Menino da Lágrima
Não conhecia a história deste quadro mas pesquisei no Google e encontrei esta explicação num blog. Eis a história…
Este quadro mostra a tristeza de uma criança, que pode simbolizar a tristeza que está presente em alguns momentos da nossa vida. Será esta publicidade o sinal dos tempos que tenta afastar o sofrimento da nossa vida???
Repito “tenta”, porque o sofrimento continua a existir no nosso dia-a-dia. Acredito que o facto de o afastarmos do nosso horizonte nos torna mais frágeis na nossa existência.
E porque o número três simboliza a unidade falo hoje da minha terceira família. Todos nós temos a família paterna e materna. Contudo, eu tenho a sorte de ter mais uma família e é a ela que dedico a minha mensagem!
Após ter nascido no Hospital Militar da Estrela, voei, ainda com dias, para a Base Aérea n.º4 Lajes – Ilha Terceira – Açores, onde os meus pais moravam e por lá fiquei até aos dois anos e meio.
O meu pai era militar e a minha mãe professora em Angra do Heroísmo e alguém tinha de tomar conta do pequeno (eu!!!). Esse alguém foi a D. Barroquita! Se alguém duvidava da importância da vinculação nos primeiros anos de vida, o meu caso vem provar que essa presença criou um laço muito forte.
Na segunda-feira fui almoçar a casa da Barroquita e isso é sempre motivo de recordações, histórias, sorrisos e lágrimas. Lágrimas pelos tempos que já lá vão e pelas recordações que eles nos trazem, sorrisos porque existe a tal terceira família. Penso na Avó Lurdinhas como minha bisavó, na Barroquita e no Sr. Tibério como avós, nos filhos como irmãos (Betinho e Lurdinhas) e nos netos como sobrinhos…
Esta família acompanhou o meu percurso, umas vezes mais perto, outras mais de longe; contudo, estiveram sempre presentes.
Neste espaço partilho a alegria de quem se sente acolhido em mais uma família, confiante de que isso me dá mais força na minha vida!
(Estou num PC british, portanto nao ha acentos para ninguem…)
Curiosamente, o post sobre rezar teve muitas leituras e duas partilhas de pessoas que sao importantes no meu percurso de vida. Espero que percebam que a partilha continua…
Uma das dimensoes da oracao em que acredito e a intercessao e por isso peco a vossa oracao uma vez que regresso hoje a Portugal no aviao das 16:20 – 19:00 …
O proximo post sera escrito ja em Portugal! See you soon…
O mundo espera que os religiosos sejam fonte de inspiração e de sabedoria sobre a oração. Algo nestes termos foi-me dito pelo antigo Prior Geral da Ordem do Carmo (genericamente é aquele que coordena as actividades dos Carmelitas a nível mundial)…
Este pensamento fez-me sentir pequenino. Às vezes penso: “eu não sei rezar”. Participo nas orações comunitárias e tenho momentos em que rezo, mas se me perguntarem o que é rezar eu não sei responder com cabeça, tronco e membros.
Gostaria que se sentissem à vontade para me ajudar nessa descoberta. Como é que cada um de nós reza? Comentem e partilharemos a riqueza de conhecer um pouco melhor como é que pessoas iguais a nós se relacionam com Deus…
Fico a aguardar as vossas partilhas!
Com música de reflexão sugiro o “Vim aqui” – Schoenstatt